sábado, 31 de outubro de 2009

Mulher solteira: está sozinha porque tem alguma coisa errada


A sociedade é moderna, é evoluída, é isso e é aquilo. Mentira!!!!

A sociedade não mudou, apenas aprendeu a mascarar seus preconceitos. Poderia falar de inúmeros temas, mas ficarei concentrada na mulher solteira.

Antigamente, a mulher era criada pra casar. Amor, paixão eram coisas secundárias, importava constituir família com um homem que pudesse sustentá-la e dar boas condições para os filhos.
 

Hoje a mulher ganhou sua sonhada liberdade. Podemos escolher o namorado, escolher, inclusive, se querems casar. Mas é assim mesmo na prática?

Não. Mulher ainda é vista como tendo a necessidade de constituir família e de ficar pendurada em um homem. Mulher solteira hoje é tema de livros, artigos, posts de blogs porque ser solteira é algo ainda novo. Ainda estão tentando entender essa figura surreal, incompreendida e que, por isso, deve ter algum problema.

Isso mesmo, mulher solteira tem alguma problema: ou é feia, ou é piriguete, ou tem pouca cultura, ou é chata, ou é carente ou blá blá blá. Se você diz que está solteira, já começam algumas especulações, como, por exemplo: deve ser chata, deve ser ruim de cama, não deve beijar bem, deve ser grudenta, deve ser interesseira, deve ser um monte de coisa.

Mas peraí, então, mulher que namorar qualquer um pra mostrar que tem qualidades e que é uma pessoa interessante? Bom, então, se um homem conhece uma mulher que namora e outra que está solteira já faz um tempo, ele conclui que a comprometida é mais interessante porque tem alguém?

Eu reparei que quando estava namorando recebia olhares até de amigos meus, de repente eu estava parecendo mais atraente e uma amiga me disse: "tu estás com teu passe valorizado". Agora que estou solteira, cadê os olhares? Os amigos interessados? Ué, sumiram por quê?

Por estarmos sozinhas, então, nos tornamos menos interessantes? Se ninguém está por perto, é porque a pessoa não deve ser lá essas coisas? Ah, por favor. Vamos parar com essa mania de rótulos, de achar que pra tudo tem regra e que todas as pessoas são passíveis de serem catalogadas como se fossem brinquedos, roupas, sapatos, enfim, coisas.

O problema da sociedade atual é não querer conhecer o outro. É julgar antes da pessoa abrir a boca. E se está solteira, então, nossa, deve ser por algum motivo sério, como se estar solteira fosse o mesmo que andar sem sapatos e alguém te perguntasse: ué, porque está sem sapato? Agora, vai dizer que trocando a a palavra sapato por namorado a frase não continua tendo sentido? Como se namorado fosse algo que a gente tem porque opção. Como se fosse como adquirir um sapato.

O pior é que a máxima não vale com homem solteiro. Homem solteiro está sozinho porque é um bom partido, porque está escolhendo bem, porque é muito novo pra casar, porque está curtindo a vida, mas mulher, não, mulher está sozinha porque tem algum problema.

Problema tem quem possui esse tipo de pensamento simplista! E desse tipo de gente, quero distância!

domingo, 4 de outubro de 2009

Ela só gosta do que ele gosta


Estava procurando companhia para ver o Stand up comedy do Rafinha Bastos. Convidei alguns amigos. Uma amiga não sabia quem era o Rafinha (pausa para reflexão)!!!! Bom, tudo bem, deixa assim. Um outro amigo disse que essa amiga perguntou pra ele quem era o Rafinha e, de repente, outro amigo que estava na conversa disse: Ah! Ela não conhece porque fulano (namorado dela) não gosta do CQC.

Fiquei duplamente chocada. Primeiro, porque adoro o CQC (sim, adoro mesmo). Segundo, porque não vi relação entre o namorado dela não gostar do programa e ela não gostar também. Sério, que se dane se o namorado dela não gosta do programa, isso não impede dela gostar, ou impede?

Outra situação, comentando sobre o Stand up do Rafinha com outra amiga , ela me pergunta: Tem jogo do Grêmio no domingo? E eu: Por que? E ela: Ah, se tiver, não dá pra ir porque o fulano (namorado dela) não perde um jogo. Ah, não, peraí. Como assim? Então ela nasceu grudada no cara? Não pode ir sozinha? Detalhe: eles moram juntos, ou seja, relacionamento maduro, achava eu.

Poxa, esse tipo de coisa me deixa indignada: mulheres que se anulam por causa dos caras. Só gostam do que eles gostam, só vão se eles puderem ir, tá, e se, de repente, o relacionamento um dia acabar a mulher vai morrer? Sim, porque não gosta mais de nada e vive ao redor da pessoa, se chega a ficar sozinha, vai ter que reaprender a ter amigos, vida social, a gostar de cinema, teatro e televisão...

Por favor, mulheres, não se destruam dessa forma. Tenham seus gostos, suas vontades, não podemos pensar que relacionamento é pro resto da vida. Sejamos independente não só profissionalmente, mas também na nossa vida. Pergunta para o namorado da primeira situação se ele já assistiu algo que não gostava só porque a nomorada gostava. Pergunta para o segundo, quantos jogos do Grêmio ele deixou de ir porque a namorada tinha outra coisa pra fazer.

Sinceramente, se pra ter uma pessoa ao meu lado eu tiver que me anular ou deixar de gostar do que eu gosto, fico sozinha. Hoje, fui na apresentação do Rafinha sozinha, ninguem quis ir comigo. Pergunta se eu não gostei. Óbvio que gostei, afinal, não nasci grudada em ninguém. Se passarmos nossa vida inteira dependendo dos outros, jamais seremos felizes. Relacionamento é algo que tem que acrescentar, não diminuir.

Beijos!

PS: Leio todos os comentários, inclusive em posts antigos! Obrigada a todas as mensagens que recebo aqui e no twitter, falando bem do blog!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quanto mais planejamos, mais nos decepcionamos

Sempre fui o tipo de pessoa que gosta de planejar as coisas. Planejei a profissão (desde criancinha dizia o que iria fazer), planejei meus estudos, mas quando tentei planejar a vida amorosa, literalmente, me ferrei.

Planejar é tão nocivo quanto criar expectativas. Imaginar que com determinada idade vou achar um homem que combine comigo, com determinada idade vou ter filho e assim por diante. Tem também o fato de querer planejar como vai ser o namoro, as atitudes do namorado e a nossa também: não há nada pior.

Quem planeja sempre, sem exceção, vai se decepcionar. A vida não pode ser controlada, muito menos um relacionamento. Eu sempre tive esse defeito de querer controlar a minha vida e planejar as coisas. Isso é bom, profissionalmente, mas, pessoalmete, é terrível. As pessoas são todas diferentes e cada um tem uma atitude diferente também. Umas são mais tímidas, outras extrovertidas, outras sabem demonstrar sentimentos, outras não e daí, quem planeja, só leva rasteira.

O problema e ter medo do inesperado. Medo daquilo que não podemos prever, medo de não saber o que passa na cabeça do outro, medo de saber se agradamos, um medo que às vezes vira medo de viver.

Eu estou em uma fase que desconfio de tudo. Se um cara me elogia, não acho bom, acho que ele está tirando sarro com minha cara. Se um cara diz que sentiu minha falta, acho que é uma cantada barata pra fazer eu ceder. Não consigo ver sinceridade nos homens, acho que todos querem só sacanagem ou, pior, querem que eu goste deles, corra atrás pra depois me deixar falando sozinha.

Do jeito que eu estou, acho que estou "estragada" e não sei se sou mais capaz de confiar em alguém. Uma das coisas que me deixa mais irritada é perceber que alguém está querendo me fazer de boba ou me enganar. Conclusão: estou ferrada.

Beijos!

PS: eu não sou uma pessoa controladora, não quero controlar os outros, só queria poder guiar minha vida e evitar alguns transtornos, algo totalmente impossível!

domingo, 30 de agosto de 2009

As desculpas esfarrapadas dos homens

Vocês estão saindo, combinam de se ver no fim-de-semana, mas, no dia combinado o cara desaparece sem dar sinal de vida. Você manda uma mensagem, ele não responde, assim como não atende ao telefone.

No outro dia, vocês se falam e o cara diz: olha, tava super cansado e caí no sono!!! Ah, coitadinho, né? Ou ele diz: minha avó caiu aqui em casa e não te avisei, porque tu não merece que eu te incomode com meus problemas!!

Sério, a única coisa que eu consigo sentir quando me dizem essas bobagens é raiva, muita raiva. Primeiro, porque está mais do que evidente que são desculpas muito mal elaboradas e, em segundo, porque significa que o cara está subestimando minha inteligência.

Agora me diz, qual é a graça em fazer isso? Sim, porque deve ser engraçado fazer as pessoas de boba, só pode. Eu sou da opinião que se você não está a fim da pessoa, não perturba ela. Eu quando marco alguma coisa, seja com carinha ou amiga, não marco mais nada e deixo aquele dia reservado e sempre tem um mané pra dar um perdido ou inventar desculpa.

Outras boas que eu já ouvi: eu chamei o técnico da net, mas ele só veio depois das 18:00, teremos que cancelar o cinema; meu pai me chamou pra viajar com ele, nós nos vemos pouco, não vai dar pra sair contigo no fim-de-semana; tenho um churrasco da empresa (sábado de noite ou sexta de noite) eu preciso ir, pra fazer "boa figura" para o chefe... e assim vai, cada uma pior que a outra.

Gente, por favor, vamos ser mais honestos, não necessariamente com a outra pessoa, mas com nós mesmos. Não tire a paz dos outros só por mero capricho. Não use as pessoas como se elas fossem brinquedos. Não faça os outros de bobos. Não finja que uma pessoa é importante pra você se ela realmente não é.

Eu sempre digo: não faça com os outros o que você não quer que façam com você! Não é simples?

Beijos!

PS: post inpirado em uma conversa de bar!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Você já se perguntou: "o que eu tenho de errado?" - Parte II

Eu gosto de analisar casos concretos e não só ficar na teoria, então, decidi continuar o post passado e citar um exemplo, mas não um exemplo na perspectiva feminina, e, sim, na masculina.

Tenho um amigo que saía com um mulher. Ele saía com ela, levava ela pra casa dele, ia no cinema com ela e os irmãos, levava ela para a praia, enfim, fazia de tudo com a guria, mas nada de chamar ela de namorada. Ele chegava para mim e uma amiga (éramos 3 confidentes) e dizia que gostava da companhia dela, mas era só isso.

Nós duas ficávamos morrendo de pena da guria, pois ele estava dando todos os sinais de namoro, mas via ela como só um "companhia" eventual, tanto que transava com outras. Começamos a dizer pra ele que aquilo não estava muito correto, pois ela pensava que estava namorando, tanto que começou a cobrar dele o por quê de ele não mudar o status do orkut (maldito orkut).

Ele simplesmente dizia não ver mal nenhum no que estava fazendo e ainda nos perguntava: mas qual o problema de sair com ela? Eu gosto da companhia dela.

Ok, gostar da companhia é uma coisa, envolver família, amigos e tudo o mais é outra. Ele, não sei se realmente não parcebia, mas estava sendo egoísta e cafajeste. Mas o que essa história haver com se sentir rejeitada? Explico.

Fato é que esse meu amigo resolveu explicar para a guria que não gostava dela e que não dava pra continuar com aquela situação, pois ela estava achando que existia algo mais, mas na verdade não havia nada. Ele nos dizia que a guria era bonita (é, sim, me dei ao trabalho de achar o orkut da moça), era independente, tinha um bom emprego, era perfeita, mas ele não gostava dela, não tinha aquele algo mais.

Depois de ele dispensar ela, sabe o que aconteceu? Ele saiu com minha amiga e um mês depois ele estava namorando, com direito a trocar o status do orkut e tudo. Minha amiga é mais bonita que ela? Não. Tem emprego? Não, atualmente estuda para concurso.

Então mulherada, a conclusão de tudo isso é que se o cara gosta, ele assume, muda status do orkut, faz tudo e muito mais. Essa história de não estou pronto para relacionamento ou qualquer outro tipo de explicação é enrolação praa não jogar na nossa cara e dizer: tu é legal, simpática (argh, péssimo), mas eu não gosto de ti.

Por fim, meus amigos estão namorando já há um ano e meio e a guria continua solteira até hoje, provavelmente, sem entender nada e se sentindo mal, pois, um mês depois de levar um toco, viu o cara que ela gostava e achava que namorava, namorando outra... é a vida.

Portanto, ser rejeitada faz parte, acontece, o problema são as pessoas que ficam nos alugando enquanto não acham alguém de quem realmente goste. Se não gosta, deixa a pessoa livre, não enrola, deixa ela encontrar um cara que realmente goste dela. Nada é mais desgastante do que ficar se dedicando a um relacionamento que não existe e a um cara que não gosta da gente. Sejamos menos egoístas, pois mesmo o solteiro mais convicto, um dia vai encontrar alguém que o fará ver o quanto é bom se sentir amado e querido.

Beijos!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Você já se perguntou: "o que eu tenho de errado?"

Hoje descobri que um cara com quem eu saí algumas muitas vezes está namorando. Nós não nos encontrávamos há quatro meses. Na hora que eu descobri, inevitavelmente fiz a pergunta interna: "o que eu tenho de errado"?

Acho que muitas mulheres já passaram por essa sensação: ver uma pessoa com quem saía aparecer namorado tempos depois. Sei que está errado pensar assim, mas a impressão que dá é de que eu tenho alguma coisa errada, ou faço algo errado, afinal, saí tantas vezes com ele, porque não namorar comigo? Ele sempre ria muito comigo, nos divertíamos e ele dizia que adorava minha companhia. Agora fica a dúvida do que aconteceu de errado. Mas o erro está justamente aí: não há nada de errado, ele apenas não tinha nenhum sentimento por mim.

Lidar com a rejeição ou com a perda é difícil. Confesso que lido muito mal com isso, mas aos poucos estou aprendendo. Minha autoestima anda oscilando muito e hoje deu uma caída depois dessa, mas, não há nada a ser feito, apenas controlar a tendência de ficar triste e não se culpar por tudo. Ninguém é obrigado a gostar da gente, assim como a gente não gosta de todo mundo.

Beijos!

PS: desculpem se está confuso, escrevi rápido e com pressa!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Difícil explicar o inexplicável

O ser humano é feito de fases. Não estou falando da infância, da adolescência ou da fase adulta, mas de fases de tristeza, alegria, curtição, sobriedade, etc. O que quero dizer com isso? Quero dizer que não sei o motivo, mas me encontro em um certo momento de tranquilidade.

Sabe, até descobrirmos que lutar contra algo que não sabemos o que é cansa, leva tempo. Eu ando tão sozinha como antes, com tão poucos amigos como antes, mas não sei o motivo pelo qual me sinto em paz. Acho que quando começamos a nos conformar com a vida, a perceber que problemas todos têm, uns mais, outros menos, outros mais sérios, a vida começa a ficar menos pesada.

Não adianta eu querer ter um namorado se isso não depende só de mim. Não adianta eu querer sair de casa, se ainda não tenho condições para isso. Não adianta eu querer curar minha mãe, pois ninguém sabe o que ela tem. O negócio é se conformar e ir atrás do que for possível conseguir.

Feliz eu não posso dizer que estou, mas estou mais tranquila, tentando não me revoltar com o que acontece de errado. Fui ao teatro sozinha, pretendo ir ao cinema se não nesta semana, na outra... e segue o baile!

Beijos e muitíssimo obrigada a todos que comentam ou que só leem!
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